Como disse o saudoso Eduardo Galeano, os lucros dos capitalistas são privatizados, mas seus prejuízos são socializados.

Esse dias o Governo Michel Temer falou em 'abertura extraodrinária' da infraestrutura social para a iniciativa privada:

"Vamos cada vez mais ressaltar que o poder público não pode fazer tudo. Tem de ter a presença da iniciativa privada como agente indutor do desenvolvimento e produtor de empregos no país".

Quando uma empresa pública é privatizada ou quando a infraestrutura social é concedida á iniciativa privada, a primeira coisa que os "compradores" e concessionários fazem é demitir empregados.

"Quer dizer, todo o capítulo da intervenção do Estado e do domínio econômico pouco a pouco foi revelando a necessidade de participação cada vez maior da atividade privada, até que, num dado momento, chegou-se à conclusão que nós deveríamos transferir em definitivo: ou desestatizando - o que é uma hipótese - ou fazendo com que os serviços públicos fossem concedidos ou autorizados. Por essa razão a Constituição de 88 abriu expressamente a oportunidade para as concessões. Ora, é preciso dar execução a esse dispositivo constitucional".

A Constituição de 88 também determina a taxação das grandes fortunas. Não é necessário dar execução a esse dispositivo constitucional também?